É o exemplo que contagia e não as palavras vazias

Doces

 

Conta-se que uma mãe, preocupada com a saúde do filho por este consumir demasiado açúcar, procurou Mahatma Gandhi para que a pudesse ajudar a convencer a criança a livrar-se do vício.

Uma vez diante de Gandhi disse-lhe:

– Por favor Mahatma, peça ao meu filho que pare de comer açúcar. Já lhe expliquei que este maldito hábito está a prejudicar-lhe a saúde, mas ele não me escuta. Será que poderia, por favor, aconselhá-lo a parar de comer?

Gandhi ouviu a mulher em silêncio. Passado uns momentos olhou para a criança e para a mãe e disse-lhe:

– Por favor, vá para casa e volte daqui a 15 dias.

Algo surpreendida com a resposta, a mulher concordou e após 15 dias regressou.

Nessa altura Gandhi olhou bem nos olhos do menino e disse-lhe:

– Deves parar de comer açúcar. Não te faz bem à saúde. Promete-me que vais mudar.

O rapaz acenou que sim e prometeu que iria resistir ao vício.

A mãe ficou satisfeita, porém também intrigada, e perguntou-lhe:

– Mas porque é que não disse isso quando aqui estivemos há 15 dias?!

Gandhi sorriu e respondeu:

– Mãe, porque há 15 dias atrás também eu comia açúcar.

 

Que preciosa mensagem nos deixou Gandhi com o seu exemplo.

A nossa conduta, o que fazemos, bem mais do que o que dizemos, é o grande legado que deixamos.

Gandhi sabia-o e por isso as suas palavras mais não eram do que o reflexo das suas atitudes. Sabia que seria incongruente e desonesto se as suas ações não estivessem totalmente alinhadas com as suas palavras.

É esta a mensagem de influência positiva a reter:

É o exemplo que contagia, não as palavras vazias de alma.

Liliana Ferreira

2 Comments

  1. Poderoso, como sempre! Lá em casa comemos chocolate e o nosso Lucas experimentou pela 1a vez este natal (sem o consentimento materno). Existem ainda restos lá nas prateleiras de doces mas não comemos à frente dele e, na verdade, até nos esquecemos de comer, pelos vistos este exemplo também está a fazer-nos bem porque é uma privação saudável.
    Mas muitas vezes o problema são as pessoas que nos rodeiam que acham “ridiculo” não dar um chocolate a uma criança de 2 anos, e depois vêm com “ensinamentos” de que o chocolate de leite não faz mal – isto, claro, para quem não lê rótulos. A maioria das pessoas, incluindo as escolas, acham que a partir dos 2 anos já podem comer de tudo… como andei indignada quando começaram a dar iogurtes de aroma na escola quando eu só dava dos naturais, claro que agora tenho de intercalar os mesmos senão nada feito.
    Acima de tudo somos o exemplo para os nossos filhos e até para quem nos rodeia, se fizermos mais depressa nos seguem, quando vejo o meu filho a desligar a luz do quarto quando sai de lá, deitar o lixo no balde certo (porque fazemos reciclagem) entre outras coisas, acho que estamos no bom caminho e o exemplo realmente faz a diferença. 🙂

    • Que boa partilha, Neuza. A nós, adultos, cabe-nos inspirar para os valores e atitudes que queremos ver crescer nas crianças.
      A falta de consciência e crenças equivocadas que muitos adultos alimentam tendem a trazer às crianças hábitos nem sempre alinhados com os de pais eventualmente mais conscientes. É um enorme desafio. Naturalmente que a imaturidade dos pequenos faz com que sigam os hábitos que maior prazer lhes dão. Assim podemos em casa ter o que, em termos de alimentação, faz efetivamente sentido para nós e oferecer-lhes essas opções, ainda que fora a oferta seja outra. Ao menos há algum equilíbrio, e de alguma fora vamos moldando os hábitos familiares, até que eles tenham a maturidade e consciência para fazerem as suas próprias opções saudáveis.

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