Na vida cada um que vem traz algo, permanece algum tempo e parte

A festa da vida

 

Uma pessoa põe-se a caminho. Olhando à sua frente, vê ao longe a casa que lhe pertence e caminha para lá. Ao chegar, abre a porta e penetra num salão preparado para uma festa.

A essa festa compareceram todos aqueles que foram importantes na sua vida. Cada um que vem traz algo, permanece algum tempo, e parte. Cada um traz um presente especial, cujo preço total já pagou, de uma forma ou de outra.

Assim vêm: a sua mãe, seu pai, seus irmãos, um avô, uma avó, os tios e as tias ― todos os que lhe cederam lugar, todos os que cuidaram de si ― vizinhos, talvez, amigos, professores, parceiros, filhos… Todos os que foram importantes na sua vida, e que ainda são importantes.

Cada um que vem, traz algo, permanece algum tempo, e parte. Assim como os pensamentos vêm, trazem algo, permanecem algum tempo, e partem. Como os desejos e os sofrimentos vêm, trazem algo, permanecem algum tempo, e partem. Como também a vida vem, nos traz algo, permanece algum tempo, e parte.

Terminada a festa, aquela pessoa fica em sua casa, cheia de presentes. Junto dela só permanecem aqueles aos quais convém ficar mais um pouco. Ela vai à janela, olha para fora e avista outras casas.

Sabe que nelas um dia também haverá uma festa. Também ela comparecerá, levará algo, ficará algum tempo, e partirá.

Nós também estamos aqui numa festa: trouxemos algo, recebemos algo, ficaremos ainda algum tempo, e partiremos.

 

Esta é “A Festa”, do livro “No centro sentimos leveza”, escrito por Anton “Suitbert” Hellinger, conhecido simplesmente como Bert Hellinger – psicoterapeuta alemão e criador das Constelações Sistémicas.

O texto em si diz tudo. Todos, de alguma forma contribuímos com a nossa existência e a nossa presença para a vida de outros, que nos são mais ou menos próximos, com maior ou menor impacto.

De igual forma, outros contribuem, com o que nos trazem para esta nossa vida de construção e surpresas, que um dia se inicia mas também acaba. Nada é fixo e nada é permanente, ainda assim, nesta passagem deixamos sempre algo a alguém, levamos sempre algo connosco também.

O que nos têm trazido? O que estamos nós a dar àqueles que partilham connosco esta Festa?

Nancy Edison – A coragem de uma mãe que mudou o rumo da História

Encorajamento

 

Um certo dia, o pequeno Thomas chegou em casa com um bilhete para a sua mãe.

Ao entregar-lhe disse-lhe:

– O meu professor deu-me este papel para lhe entregar apenas a si.

Ao ler a carta os olhos da mãe lacrimejavam. Preocupado o pequeno Thomas perguntou o que dizia a carta.

Ela resolveu ler-lhe em voz alta:

“O seu filho é um génio. Esta escola é muito pequena para ele e os professores não estão ao seu nível. Por favor, ensine-o você mesma”

Depois de muitos anos, Thomas Edison tornou-se um dos maiores inventores do século.

Após a morte de sua mãe, quando arrumava a casa viu um papel dobrado no canto de uma gaveta.

Para sua surpresa era a antiga carta que seu professor havia mandado para a sua mãe. Contudo, o conteúdo era diferente do que sua mãe lhe havia lido há alguns anos. Dizia:

“O seu filho é confuso e tem problemas mentais. Não vamos deixá-lo vir mais à escola”

Edison chorou durante horas e então escreveu no seu diário: “Thomas Edison era uma criança confusa, mas graças a uma mãe heroína e dedicada, tornou-se o génio do século.”

Chegou mais tarde a afirmar: “Sou o resultado do que uma grande mulher quis fazer de mim”.

 

Nancy Edison, assim se chamava esta mãe que com a sua influência positiva e encorajamento mudou o rumo, não só da vida do seu tão amado filho, mas o rumo da História.

O seu amor incondicional permitiu ver valor onde outros viam dificuldades inultrapassáveis.

A sua coragem moldou o espírito empreendedor e criativo desta criança que não ficou confinada a rótulos, mas ousou sonhar mais alto, criar o impossível, bastando para isso acreditar que era não um atrasado mental mas… um génio!

Ler esta história verídica lembra-me de uma outra frase que procuro ter sempre presente:

“As palavras que diriges ao teu filho tornam-se a sua voz interior”.