Nãoooo!!!!! Essa era a última! (o drama, ou talvez não…)

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Há momentos que nos fazem verdadeiramente acreditar que estamos no bom caminho.

A B (6 anos) estava a terminar de jantar. Por sua vez, o pai, que já tinha terminado o prato principal, tirou da fruteira a última maçã verde que lá estava.

De repente a B grita desesperada:
– Pai!!!!!!!!!!

Ficamos a olhar para ela, sem perceber bem de onde vinha aquilo. Mas eis que ela pára… respira fundo… e, mais controlada, diz:

– Pai, essa é a última maçã verde que temos em casa. Eu estou a acabar e depois também queria comer essa maçã. Achas que podes cortá-la ao meio e guardar uma metade para eu depois comer?

Naturalmente que foi o que o pai fez. Mas não pudemos deixar de nos surpreender com a forma como ela geriu aquele momento.

Por várias vezes, em que reagiu intempestivamente a uma situação, lhe disse:
– Foca-te na solução. Não vale a pena chorares sobre o leite derramado. Quanto mais pensares no problema maior ele fica e menos capacidade tens de o resolver, porque estás a dar importância ao que realmente já não é importante.

Desta vez, ela, sem qualquer ajuda, foi capaz de se auto-controlar e focar a sua energia no que realmente importava: encontrar uma solução respeitadora para ambos os envolvidos.

Esta é a educação em que acreditamos e isto são (literalmente) os frutos de educar com firmeza e gentileza, com foco na solução. Porque se ensinamos com respeito, reciprocamente é respeito que vamos obter.

Focar na solução melhora o ambiente familiar e reduz as lutas de poder. Incentiva à cooperação e a ver o lado do outro, bem como, a desenvolver habilidades de resolução de problemas e conflitos que as nossas crianças levam para o resto da vida.

Emocionário – o dicionário das emoções

Identificar as emoções que sentimos é premissa base para que daí se aprenda a gerir o que se sente, permitindo-nos ter um maior controlo sobre as respostas que somos desafiados a dar nas mais variadas situações da nossa vida. Sem esta consciência dificilmente conseguimos ter algum domínio sobre o que de desencadeia em nós e que nos leva a ter reações nem sempre adequadas face ao que acontece.

A capacidade de nos autorregularmos, tão importante na vida, pressupõe assim que se saiba reconhecer e nomear as emoções que existem em nós, algo que podemos e devemos ensinar às crianças desde cedo.

A crianças com cerca de três anos já lhes podemos falar sobre a raiva, a vergonha, o medo e a alegria. À medida que crescem podemos explorar emoções mais complexas como o tédio, o ciúme, a culpa, a timidez, o orgulho, a gratidão, entre tantas outras.

Este é um livro para ir consultando sempre que sentirmos necessidade de aprofundar ou explicar uma emoção para que a criança a compreenda melhor e consiga lidar melhor com ela. Utiliza-se tal como um dicionário onde procuramos a definição e aplicação de determinada palavra.

Por vezes em casa pegamos nele só por graça, para aproveitarmos aqueles momento de ócio, educando para as emoções de uma forma leve e divertida.

Noutras situações recorremos a ele quando alguma situação propicia uma conversa sobre determinada emoção, explorando um contexto em que ela tenha surgido.

Sinopse

Até onde consegues chegar com as tuas asas? As asas dos pássaros têm penas. As asas das pessoas têm palavras. Mas nem todas as palavras te ajudam a elevares-te. Só as palavras que expressam claramente como te sentes aumentam as tuas possibilidades de voar.
O “Emocionário” é um dicionário de emoções que te impulsionará para um voo muito especial… E vais ver que nunca mais quererás deixar de bater as asas.

Editado em Portugal por: Texto Editora

Autores: Cristina Núñez Pereira e Rafael R. Valcárcel

Boas leituras!

Inteligência Emocional

Incontornável! Esta é a obra que atribui a Daniel Goleman o título de “Pai da Inteligência Emocional”, fruto de anos e anos de pesquisa, de recolha e cruzamento de informação, de estudos, de várias conversas e entrevistas com investigadores e cientistas das mais diversas áreas.

Goleman popularizou o conceito de Inteligência Emocional definindo-o como “a capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos relacionamentos”, algo que mais do que o QI pode determinar o sucesso ou insucesso de cada indivíduo nas mais variadas esferas da sua vida.

Para este psicólogo e escritor, a quem devo toda esta aventura a que me dedico neste blogue, a Inteligência Emocional caracteriza-se por 5 habilidades:

Autoconhecimento – Capacidade de identificar as próprias emoções e sentimentos. Sem esta capacidade deixamos que as emoções nos controlem. Somos praticamente fantoches sem regulação ativa.

Autocontrolo – capacidade de gerir as emoções adequando à situação. Esta habilidade permite-nos lidar com o que sentimos, libertando-nos do piloto automático em que as emoções nos colocam. Não é que deixemos de sentir o que sentimos, simplesmente existe a capacidade de nos autorregularmos para respondermos à situação de forma adequada ao invés de reagirmos.

Auto motivação – capacidade que permite direcionar as emoções em prol de um determinado objetivo ou propósito. Esta auto motivação atenua o impacto da ansiedade e ouros emoções que bloqueiam a ação, potenciando os recursos necessários para mantermos o foco e o bem-estar até alcançar a recompensa que se idealiza.

Reconhecer as emoções alheias – capacidade de identificar as emoções dos outros e ter empatia pelo que sentem. A empatia assume um protagonismo determinante para construir relações significativas e duradouras.

Relacionamentos interpessoais – associada à capacidade de gerir, eficazmente as relações com outros por via do desenvolvimento de competências sociais.

Para Goleman estas são habilidades que todos nós podemos desenvolver e melhorar ao longo da vida, que podem e devem ser treinadas de forma a potenciar uma melhor saúde mental, melhores relacionamentos e um maior bem-estar social.

Ler este livro foi uma revelação para mim. Houve tanta informação que me fez tanto sentido. Dei por mim a dizer a cada página que lia Ahah! Então é por isto que… Realmente faz sentido que… Olha que interessante… Tanto se iluminou sobre mim, as pessoas que conheço, as relações que tenho, mas também sobre o tanto do que se passa e se vê pelo mundo. Numa altura em que me sentia emocionalmente perdida ajudou-me a perspetivar a vida de uma outra forma. A rever os meus pensamentos e atitudes. A perceber comportamentos de outras pessoas e o tanto que já se passou na minha vida.

Este foi o livro que me levou a querer partilhar este conhecimento e as minhas descobertas individuais com outras pessoas. Foi a semente de onde floresceu a vontade de criar o blogue para que esta partilha fosse possível, na esperança que me continue a motivar a procurar saber mais sobre estes temas, a aplicá-los na minha vida e inspirar outros a fazê-lo, num caminho que é menos solitário e é, sem dúvida, mais gratificante se for feito com companhia.

Sinopse

Daniel Goleman serve-nos de guia numa jornada através da visão científica das emoções de alguns dos mais confusos momentos das nossas próprias vidas e o mundo que nos rodeia. O fim da jornada é compreender o que significa trazer inteligência à emoção, e como fazê-lo: «Em “Ética a Nicómaco”, a investigação filosófica de Aristóteles sobre a virtude, o carácter e a boa vida, o desafio que ele nos faz é gerir a nossa vida emocional com inteligência. As nossas paixões quando bem exercidas têm sabedoria. Guiam o nosso pensamento, os nossos valores, a nossa sobrevivência. Mas podem facilmente desgovernar-se e fazem-no com frequência. Tal como Aristóteles bem viu, o problema não é a emocionalidade, mas no sentido da emoção e das expressões. A questão é: como trazer inteligência às nossas emoções, e civismo às nossas ruas e solicitude à nossa vida em comunidade?»

Boas leituras!