Faz ao outro o que queres que te façam a ti (ou talvez não…)

Ajuda

 

Um macaco passeava-se à beira de um rio, quando viu um peixe dentro de água. Como não conhecia aquele animal, pensou que estava a afogar-se. Conseguiu apanhá-lo e ficou muito contente quando o viu aos pulos, preso nos seus dedos, achando que aqueles saltos eram sinais de uma grande alegria por ter sido salvo.

Pouco depois, quando o peixe parou de se mexer e o macaco percebeu que estava morto, comentou:

– Que pena eu não ter chegado mais cedo!

Fábula africana contada por Mia Couto.

 

Costuma-se dizer: faz ao outro o que gostarias que te fizessem. Já não seria mau se na sociedade atual o fizéssemos. Ainda assim, não raras vezes o que fazemos pelo outro é demasiado autocentrado.

Para ajudarmos verdadeiramente é preciso sairmos de nós, alhearmo-nos da nossa bagagem pessoal e partir ao encontro do outro e das suas efetivas necessidades, sem julgamentos.

A corrida dos sapinhos – uma fábula sobre motivação

Desde cedo é essencial transmitirmos às crianças competências de desenvolvimento pessoal. Motivá-las com o acesso às melhores práticas de autoconhecimento e valorizar o que de melhor têm e são é meio caminho andado para que construam uma vida plena e feliz.

Ainda que pareçam muito pequenas é possível começar a construir pouco a pouco personalidades fortes, focadas, resilientes, destemidas, sonhadoras, confiantes, compassivas e autênticas.

As histórias infantis, pelo impacto que têm no imaginário de referência das crianças, podem ser neste caminho um preciso aliado.

A Corrida de Sapinhos – uma fábula de Monteiro Lobato que  descobri há pouco tempo e que a minha filha mais velha me pede de vez em quando para contar – ensina-nos que quando queremos muito algo há que manter o foco e acreditar que somos capazes, independentemente de todas as vozes contra que se cruzem no nosso caminho e as crenças que se instalam com o intuito de nos desmotivar.

Precisamos de ter coragem e determinação para atingir os nossos objetivos e alcançar os nossos sonhos.

Era uma vez…

…uma corrida de sapinhos. O desafio propunha que subissem uma grande ladeira. De ambos os lados uma imensa multidão assistia entusiasticamente à corrida.

No arranque da competição a multidão gritava:

– Não vão conseguir! Não vão conseguir!

Os sapinhos esforçavam-se mas pouco a pouco alguns não resistiam e abandonavam a corrida. A multidão continuava:

– Não vão conseguir! Não vão conseguir!

E os sapinhos, um a um, continuavam a desistir…

No final da corrida, todos os sapinhos desistiram… Todos, menos um que conseguiu, tranquilo e sem esforço, chegar ao cima da grande ladeira.

Eufórica a multidão queria saber como é que o sapinho tinha atingido aquele feito. Quando lhe foram perguntar descobriram que o sapinho não tinha ouvido nada do que diziam durante o decorrer da corrida. Afinal o sapinho era… surdo!