Uma vitamina chamada ‘sorriso’

Sorrir

Sorrir é uma das mais expressivas manifestações de bem-estar ou uma tentativa de, mesmo quando a vida não corre como gostaríamos, nos aproximarmos da paz interior que necessitamos. Ao mesmo tempo, sendo o sorriso uma exteriorização, a energia que irradia de um sorriso é uma luz que ilumina todos os que nos rodeiam e facilmente se propaga, havendo inclusive o risco de se tornar contagiante.

Um sorriso torna o mundo mais leve e agradável. As tensões desaparecem, podemos respirar sem opressões e comunicar com mais facilidade. Entre pares ajuda a quebrar barreiras e a tornar as relações mais empáticas.

Hoje sabe-se que sorrir aumenta a autoestima e a confiança, fortalece o sistema imunitário e previne doenças cardiovasculares, combate o envelhecimento e (imagine-se) até ajuda a emagrecer. É relaxante, aumenta a produtividade e criatividade, para além de que tem efeitos terapêuticos em casos de depressão. Quando sorrimos estimulamos o nosso cérebro (mais concretamente, a hipófise) a libertar endorfina, serotonina, dopamina e oxitocina, o chamado ‘quarteto da felicidade’.

Estas, sendo apenas alguns dos benefícios apontados ao so(riso), parecem-me ser sobejamente boas razões para sorrirmos mais e tanto quanto possível.

Lembro-me que há uns bons anos a minha irmã, ainda na escola, começou a fazer yoga do riso. Confesso que na altura pareceu-me algo disparatado, embora engraçado. Terei pensado (como muitos pensam): Mas porque raio há-de alguém forçar-se a rir, de forma propositada, com uma cambada de gente que mal conhece?!

Parecia-me ser coisa que fazia pouco sentido e até anti natura. Hoje, sinceramente, acho que na generalidade, pelos mais diversos motivos – ‘fado’, cultura, influência social, tensões do dia-a-dia, etc – somos muito pouco estimulados a sorrir. Tendo a entender cada vez mais, em prol da nossa boa saúde, a necessidade de fazermos um esforço para sorrir.

Não é por serem felizes que as pessoas sorriem. O sorriso é que as torna felizes.
De facto somos levados a achar que só nos rimos porque nos sentimos bem, porque estamos felizes. Mas a verdade é que se conscientemente fizéssemos por estimular mais o sorriso, ao invés de nos afundarmos num semblante sisudo, apático, o mundo talvez nos sorrisse com mais frequência. Talvez a vida, só porque a convidámos a dançar a valsa da gentileza refletida no rosto, se tornasse aos poucos, menos amarga e mais propícia a momentos agradáveis e felizes.

Nos últimos anos lembro-me de ter visto algumas notícias que apontavam para o facto dos portugueses sorrirem cada vez menos, o que acho preocupante por todos os benefícios que já apontei e que não estamos a proporcionar a nós próprios e até a quem connosco convive ou simplesmente se cruza.

Dalai Lama é autor desta magnífica reflexão sobre o sorriso:

“Se alguma vez não te derem o sorriso que esperas receber, sê generoso, dá o teu. Ninguém tem tanta necessidade de um sorriso como aquele que não o sabe dar aos demais”.

Sorrir é tomar todos os dias uma vitamina essencial para uma vida mais plena e feliz.
Venham de lá esses sorrisos!