Ideias simples para ensinar as crianças a aquietar a mente

Aquietar a Mente

 

Na azáfama do dia-a-dia, no corrupio de situações, emoções e pensamentos que nos assolam, torna-se necessário ensinar as nossas crianças a salvaguardarem momentos para aquietar a mente em prol do bem-estar físico, psicológico e emocional. Estes espaços e tempos de presença plena são oásis de calma no turbilhão em que muitas vezes as nossas vidas se transformam. São acessíveis, a maior parte não têm custos e aguardam só a nossa efetiva presença para desfrutar deles.

Aqui estão algumas ideias simples para treino da atenção plena:

| Contemplação |

Desfrutar do pôr-do-sol, deitar na relva a observar as formas das nuvens que passam ou a ver simplesmente a ramagem de uma árvores que se move ao sabor do vento.

Estamos em pleno verão por isso porque não à beira rio ou na praia sentarmos a ver e ouvir a água do rio correr ou o vaivém de ondas que que se espraiam na areia.

Às vezes quando, aquando das viagens mais longas de carro, costumamos olhar pela janela observar as nuvens e partilhar que imagem nos sugerem. É um jogo bastante divertido, porque agora as nuvens parecem uma coisa e pouco depois já são outra. Um pouco como os nossos pensamentos e emoções. Sempre a mudar, sempre em transição.

| Respiração Consciente |

Observar atentamente a inspiração e expiração por alguns minutos. Pode-se optar por respirar profundamente.

Em casa, quando as meninas estão muito agitadas, utilizamos a técnica ‘cheira a flor, sopra a vela’. Mas a técnica do sapinho, em que nos sentamos em posição e ficamos a sentir com as mãos a barriga a subir ou descer também é muito prática para fazer com crianças.

| Observação Consciente |

Escolher algo com intenção e curiosidade – cores, formas, texturas, contornos,…

Podemos optar por um objecto, um animal, uma planta, partes do nosso corpo, e olhar apreciando cada detalhe. Estimulamos a curiosidade e a atenção e percebemos que muitas vezes olhamos para as coisas de uma forma muito superficial sem de facto ver o que são.

| Arte |

Pintura de mandalas, paisagens ou mesmo ovos da Páscoa, leva a experienciar através das cores a sabedoria ancestral dos estados meditativos.

Não há criança que não goste de pintar e portanto esta é uma atividade que lhes assenta que nem uma luva. A concentração é estimulada através da pintura que ao mesmo tempo proporciona prazer. Quem sabe no final ainda ficamos com belas obras de arte que guardaremos para deleite dos nossos olhos e do nosso coração.

 

Aproveitem estes dias de férias para aquietar a mente em família e permitam-se fazer algumas destas atividades, tão simples mas que nos ajudam a desligar das distrações externas e conectarmo-nos connosco. A nossa saúde emocional agradece.

 

***Post das 4 técnicas adaptado do artigo de Cambiemos la Educacion.

 

A Mãe Que Chovia

Há já algum tempo que não partilhávamos uma sugestão de leitura. Ocorreu-nos esta semana – em que, tal como acontece com outros pais, nos socorremos da família para nos ajudarem nesta época de férias a ficar com as crianças enquanto trabalhamos – de sugerir um livro que faz parte da biblioteca infantil cá de casa e que passa uma mensagem tão ternurenta quanto marcante sobre o amor que dedicamos aos nossos filhos, ainda que nem sempre possamos estar presentes.

Depois de duas semanas de férias connosco, a B ficou esta semana em casa da madrinha e só sexta-feira regressará para junto de nós. Na mochila, junto com alguns brinquedos favoritos, levou para ler A Mãe Que Chovia, de autoria de José Luís Peixoto, ilustrado por Daniel Silvestre da Silva e publicado pela Quetzal Editores.

Ela já conhece a história porque já a lemos algumas vezes. Sendo no entanto esta a primeira semana das férias grandes que ficará fora de casa, sem a irmã a acompanhá-la, antes de sairmos procurámos escolher com ela um livro que a ajudasse a sentir-se mais acompanhada nestes dias de ausência.

A Mãe Que ChoviaA Mãe que Chovia surgiu como a melhor opção de leitura para levar consigo. Em cada página, apesar de se sentir a dor de uma criança que não quer estar longe da sua mãe, há o conforto de demonstrar que, apesar das circunstâncias da vida que os fazem ficar separados, o amor que o une mãe e filho é omnipotente e omnipresente. Este filho da chuva, como qualquer filho, poderá sempre sentir o amor materno – transcendente e enorme – onde quer que esteja, por maior que se afigure a espera ou a distância.

 

Sinopse

O protagonista do primeiro livro infantil de José Luís Peixoto é filho da chuva. Com uma mãe tão original, tão necessária a todos, tem de aprender a partilhar com o mundo aquilo que lhe é mais importante: o amor materno. Através de uma ternura invulgar, de poesia e de uma simplicidade desarmante, este livro homenageia e exalta uma das forças mais poderosas da natureza: o amor incondicional das mães.

 

Boas leituras!